Fazia frio na bela Rio Grande que se estende para o mar aberto. Mas, apesar do ar gelado, alunos, professores e familiares dos que participam do Centro de Referência Esportiva aproveitaram o domingo para brincar em comunhão. É que no dia 25 de maio aconteceu mais uma edição, a sétima, do Festival de Esporte Educacional, uma das atividades do CRE, que visa justamente congregar famílias e amigos em espaços nos quais o corpo possa brincar, sem o compromisso da competição. Apenas a delícia da prática esportiva, feita na parceria com aqueles que ensinam no cotidiano e com os pais e parentes que também apostam nessa proposta de esporte educacional. Diversão, alegria, prazer.
E foi assim que a tarde passou ligeira, no burburinho das práticas de capoeira, frescobol, pula corda, punhobol, rugby, slackline e outras atividades envolvendo o corpo e a brincadeira. Aventuras, novidades, maneiras de movimentar o esqueleto no âmbito da diversão em que a única coisa a vencer é a vontade de ficar parado.
O Festival também proporcionou aos participantes a possibilidade de adentrar no mundo dos jogos virtuais, com a parceria do Centro de Computação da FURG, que disponibilizou computadores para que a gurizada pudesse conhecer os jogos e se divertir usando apenas a habilidade das mãos e a ligeireza da mente. Além disso, o encontro proporciona o encontro com os livros, através da Biblioteca Itinerante e educação para o trânsito, com a Escolinha de Trânsito.
Os festivais estão para o Centro de Referência Esportiva como os campeonatos estão para os esportes de rendimento. A diferença é que não coloca a criança e o adolescente diante do estresse de ter de vencer, competir, disputar. As atividades são brincantes, feitas para libertar o riso, a malemolência, a picardia, a arte, o conhecimento. São espaços de trocas de saberes, de ensinamentos entre pais e filhos, professores e alunos e entre os próprios alunos. A participação das famílias também é diferente. Não é passiva. As brincadeiras estão abertas para todos os que querem participar. Não se trata de observar o filho na prática do esporte, mas, com ele, viver a experiência do esporte.
É, na verdade, a proposta de uma nova práxis, que faz o esporte aparecer na vida das pessoas como uma coisa simples, capaz de ser praticada por qualquer um, não no espaço fechado das academias, nas no céu aberto, no frio da beira-mar, compartilhando a aventura de vivenciar a cidade e movimentar o corpo.
O Centro de Referência Esportiva Rio Grande existe há dois anos e trabalha com mais de 600 crianças na cidade, além de garantir formação em esporte educacional para professores da rede municipal de outras nove cidades gaúchas.





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